Um Corpo Chamado Templo
Dinís Quilavei // Corpo+Cidade 2026
O corpo, território sagrado.
O corpo, casa onde habitam memórias, silêncios, vozes e deuses.
Em Um corpo chamado templo, o gesto torna-se oração, o movimento é liturgia, e cada respiração ergue uma arquitetura invisível - feita de carne, espírito e herança.
Entre o divino e o profano, entre o que permanece e o que se perde, nasce uma dança que procura reencontrar o sagrado nas ruínas do tempo.
Inspirado em I Coríntios 6:19- O corpo é o templo do Espírito Santo-, este solo parte da ideia de que o corpo é o primeiro templo, o mais vulnerável e o mais potente. Através dele, evocam-se também os templos moçambicanos - físicos, espirituais e simbólicos - que têm sido desrespeitados, transformados ou esquecidos.
Um corpo chamado templo é uma homenagem à tradição e um grito de alerta: dançar é reconstruir, é preservar, é fazer do corpo o espaço onde a cultura se reencontra com o sagrado.
---
Dinís Quilavei (Maputo, Moçambique) Formado em dança pelo ISARC (instituto superior de artes e cultura de Maputo), Bailarino contemporâneo, artista multidisciplinar que tem uma trajetória singular marcada por feitos nas áreas da dança, música, performance e teatro. Participou em diversos projectos tendo a oportunidade de trabalhar com prestigiadas personalidades nacionais e internacionais da arte e cultura, como: Ídio chichava (Converge +/Moçambique), Victor Hugo Pontes (nome próprio) e Susana Otero (ballet contemporâneo do norte). Desde 2022 dedica-se também à sua própria pesquisa coreográfica criando solos, e dá formações de dança contemporânea e danças tradicionais Moçambicanas em escolas.