Peformances no Contemporâneo
Né Barros
3 de novembro Nov
/ 14h30
Faculdade de Letras da Universidade do Porto | Sal
Faculdade de Letras da Universidade do Porto | Sal
Performances no contemporâneo é um projeto de investigação – realizado em regime de laboratório e de encontros de pensamento – cujo objetivo é reunir um conjunto de vozes e abordagens na performance e nas artes performativas enquanto cúmplices e portadoras de uma política do contemporâneo. No território expandido da performance e da performatividade, as margens, o movimento, a mobilização, a paisagem, o arquivo, o discurso e diversas estratégias de comando e de destruição, são matérias emergentes a um debate sobre um corpo potencial e um corpo político.
Na interceção entre prática e teoria, este projeto, criado em 2015, tem como finalidade o questionamento da condição do contemporâneo e a criação de um corpus de eventos que documentem o trabalho desenvolvido num espaço de pensamento tensional entre a filosofia e as artes. Na relação paradoxal de adesão e distanciação ao real, na visibilidade e na invisibilidade, na luz e na escuridão – como refere Giorgio Agamben a propósito da contemporaneidade enquanto relação singular com o tempo – as performances surgem, também elas, como projetos singulares de mundos marginais e formas de resistência. Interessa-nos um modo de pensamento contemporâneo à voz da primeira pessoa, ao corpo falante da arte, para usar uma expressão de Mário Perniola. Interessam-nos os discursos diretos dos que produzem as obras, assim como os discursos dos que pensam e interferem com a arte.
3 DE NOVEMBRO DE 2026
Elisa Miravalles Arija
Título
LEXAS: Linguagem de Escrita da Ação Sistémica
Sinopse
O que acontece quando uma sequência de movimentos é decomposta, codificada e reativada através de um corpo digital? Esta apresentação introduz o LEXAS, desenvolvido no âmbito de uma investigação de doutoramento sobre o coreográfico enquanto organização sistémica da ação. Em vez de representar o movimento como uma sequência fechada, o LEXAS traduz as relações entre corpo, espaço e orientação em unidades combináveis. A proposta é abordada através de uma experiência: a transcrição de Trio A, de Yvonne Rainer, e a sua posterior interpretação por Lexy, um avatar digital. O objetivo não é reconstruir fielmente a coreografia, mas examinar as transformações que se produzem entre ação, escrita gráfica, modelo e execução. Este percurso permite pensar de que modo um sistema formal condiciona o movimento sem o determinar por completo e como se distribui a capacidade de decisão entre a escrita, o corpo executante e a tecnologia.
Biografia
Elisa Miravalles é artista visual e de performance, investigadora e docente universitária na Universidad Rey Juan Carlos de Madrid. É licenciada em Belas-Artes (2012) e mestre em Investigação e Criação Artística (2015) pela Universidad Complutense de Madrid, onde se encontra a concluir o doutoramento em Belas-Artes com uma investigação sobre o coreográfico como organização sistémica da ação. Realizou uma estadia internacional de investigação na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e integra o grupo Data Art Research (IDATART). A sua prática situa-se no cruzamento entre performance, coreografia e pensamento sistémico, explorando partituras, regras e dispositivos que organizam relações entre corpo, espaço e objetos. O seu trabalho foi apresentado em Corpo+Cidade, Teatros del Canal, Performance Art Bergen, Acción!MAD, Hybrid Art Fair e Partides, entre outros. É diretora do congresso de arte de ação Acción Spring(t), realizado na Universidad Complutense de Madrid.
www.elisamiravalles.com
Pedro Ramos
Título
Práticas Anímicas
Sinopse
As Práticas Anímicas são a linguagem coreográfica e artística que Pedro Ramos vem desenvolvendo na Ordem do O — um corpo de técnicas e de procedimentos de criação em que a dança se cruza com as práticas somáticas, a alquimia e a ecologia profunda. A comunicação centra-se no modo como essa prática se constitui: o corpo como matéria em transformação, a floresta como interlocutor e não como cenário, e o inconsciente como dimensão operativa da criação, a partir do trabalho desenvolvido em criações como Alento, Corpo Anímico, Naga, Ressonâncias e Innominātu.
Biografia
Pedro Ramos, coreógrafo e diretor artístico da Ordem do O — companhia residente na Floresta de Monsanto. Cruza práticas somáticas, alquimia e dança com a ecologia profunda, criando sobretudo na floresta. É diretor do Silvestre. Criações: Alento, Medeia, Innominātu e Ressonâncias, entre outras.
A Ordem do O é uma associação cultural e companhia de dança contemporânea, com direção artística de Pedro Ramos, residente na Floresta de Monsanto em parceria com o Município de Lisboa. O seu trabalho desenvolve-se a partir das Práticas Anímicas, cruzando a criação coreográfica com as práticas somáticas, a alquimia e a ecologia profunda, e tem na floresta o seu principal laboratório e palco. A companhia é responsável pelo festival Silvestre e pelo ciclo GEA.estudos eco-coreográficos, com curadoria de Ezequiel Santos, e assina criações como Alento, Corpo Anímico, Naga, Kurpu di Mundu — com o Grupo de Dança Contemporânea da Guiné-Bissau —, Medeia, Innominātu e Ressonâncias.
Agnieszka Janasik
Título
Análise performativa de situações espaciais no espaço público através do gesto como forma de expressão
Sinopse
Com base numa série de exercícios de investigação efémeros realizados no espaço público, este projeto explora de que forma a performance pode funcionar como ferramenta de análise e descoberta espacial. Utilizando o corpo como instrumento de observação, propõe uma abordagem à cidade através de ações experimentais que revelam qualidades e potencialidades ocultas dos ambientes urbanos. Explora ainda o gesto como forma de expressão, apresentando exemplos de performances realizadas na Polónia, em Espanha e em Portugal, que procuraram chamar a atenção para a natureza efémera do momento.
Biografia
Agnieszka Alicja Janasik, que atua sob o nome artístico Alis Kisanaj, é natural da Polónia. Licenciou-se em Planeamento Urbano e Regional na TU Berlin e possui também um mestrado em Arte e Design para o Espaço Público (MADEP), pela FBAUP. Analisa e investiga espaços públicos abertos enquanto observadora ativa, recorrendo à linguagem da performance art. Interessa-se pela combinação de duas disciplinas, o planeamento urbano e a performance, transformando-as em métodos que permitem olhar para a cidade a partir de uma perspetiva diferente.
Na interceção entre prática e teoria, este projeto, criado em 2015, tem como finalidade o questionamento da condição do contemporâneo e a criação de um corpus de eventos que documentem o trabalho desenvolvido num espaço de pensamento tensional entre a filosofia e as artes. Na relação paradoxal de adesão e distanciação ao real, na visibilidade e na invisibilidade, na luz e na escuridão – como refere Giorgio Agamben a propósito da contemporaneidade enquanto relação singular com o tempo – as performances surgem, também elas, como projetos singulares de mundos marginais e formas de resistência. Interessa-nos um modo de pensamento contemporâneo à voz da primeira pessoa, ao corpo falante da arte, para usar uma expressão de Mário Perniola. Interessam-nos os discursos diretos dos que produzem as obras, assim como os discursos dos que pensam e interferem com a arte.
3 DE NOVEMBRO DE 2026
Elisa Miravalles Arija
Título
LEXAS: Linguagem de Escrita da Ação Sistémica
Sinopse
O que acontece quando uma sequência de movimentos é decomposta, codificada e reativada através de um corpo digital? Esta apresentação introduz o LEXAS, desenvolvido no âmbito de uma investigação de doutoramento sobre o coreográfico enquanto organização sistémica da ação. Em vez de representar o movimento como uma sequência fechada, o LEXAS traduz as relações entre corpo, espaço e orientação em unidades combináveis. A proposta é abordada através de uma experiência: a transcrição de Trio A, de Yvonne Rainer, e a sua posterior interpretação por Lexy, um avatar digital. O objetivo não é reconstruir fielmente a coreografia, mas examinar as transformações que se produzem entre ação, escrita gráfica, modelo e execução. Este percurso permite pensar de que modo um sistema formal condiciona o movimento sem o determinar por completo e como se distribui a capacidade de decisão entre a escrita, o corpo executante e a tecnologia.
Biografia
Elisa Miravalles é artista visual e de performance, investigadora e docente universitária na Universidad Rey Juan Carlos de Madrid. É licenciada em Belas-Artes (2012) e mestre em Investigação e Criação Artística (2015) pela Universidad Complutense de Madrid, onde se encontra a concluir o doutoramento em Belas-Artes com uma investigação sobre o coreográfico como organização sistémica da ação. Realizou uma estadia internacional de investigação na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e integra o grupo Data Art Research (IDATART). A sua prática situa-se no cruzamento entre performance, coreografia e pensamento sistémico, explorando partituras, regras e dispositivos que organizam relações entre corpo, espaço e objetos. O seu trabalho foi apresentado em Corpo+Cidade, Teatros del Canal, Performance Art Bergen, Acción!MAD, Hybrid Art Fair e Partides, entre outros. É diretora do congresso de arte de ação Acción Spring(t), realizado na Universidad Complutense de Madrid.
www.elisamiravalles.com
Pedro Ramos
Título
Práticas Anímicas
Sinopse
As Práticas Anímicas são a linguagem coreográfica e artística que Pedro Ramos vem desenvolvendo na Ordem do O — um corpo de técnicas e de procedimentos de criação em que a dança se cruza com as práticas somáticas, a alquimia e a ecologia profunda. A comunicação centra-se no modo como essa prática se constitui: o corpo como matéria em transformação, a floresta como interlocutor e não como cenário, e o inconsciente como dimensão operativa da criação, a partir do trabalho desenvolvido em criações como Alento, Corpo Anímico, Naga, Ressonâncias e Innominātu.
Biografia
Pedro Ramos, coreógrafo e diretor artístico da Ordem do O — companhia residente na Floresta de Monsanto. Cruza práticas somáticas, alquimia e dança com a ecologia profunda, criando sobretudo na floresta. É diretor do Silvestre. Criações: Alento, Medeia, Innominātu e Ressonâncias, entre outras.
A Ordem do O é uma associação cultural e companhia de dança contemporânea, com direção artística de Pedro Ramos, residente na Floresta de Monsanto em parceria com o Município de Lisboa. O seu trabalho desenvolve-se a partir das Práticas Anímicas, cruzando a criação coreográfica com as práticas somáticas, a alquimia e a ecologia profunda, e tem na floresta o seu principal laboratório e palco. A companhia é responsável pelo festival Silvestre e pelo ciclo GEA.estudos eco-coreográficos, com curadoria de Ezequiel Santos, e assina criações como Alento, Corpo Anímico, Naga, Kurpu di Mundu — com o Grupo de Dança Contemporânea da Guiné-Bissau —, Medeia, Innominātu e Ressonâncias.
Agnieszka Janasik
Título
Análise performativa de situações espaciais no espaço público através do gesto como forma de expressão
Sinopse
Com base numa série de exercícios de investigação efémeros realizados no espaço público, este projeto explora de que forma a performance pode funcionar como ferramenta de análise e descoberta espacial. Utilizando o corpo como instrumento de observação, propõe uma abordagem à cidade através de ações experimentais que revelam qualidades e potencialidades ocultas dos ambientes urbanos. Explora ainda o gesto como forma de expressão, apresentando exemplos de performances realizadas na Polónia, em Espanha e em Portugal, que procuraram chamar a atenção para a natureza efémera do momento.
Biografia
Agnieszka Alicja Janasik, que atua sob o nome artístico Alis Kisanaj, é natural da Polónia. Licenciou-se em Planeamento Urbano e Regional na TU Berlin e possui também um mestrado em Arte e Design para o Espaço Público (MADEP), pela FBAUP. Analisa e investiga espaços públicos abertos enquanto observadora ativa, recorrendo à linguagem da performance art. Interessa-se pela combinação de duas disciplinas, o planeamento urbano e a performance, transformando-as em métodos que permitem olhar para a cidade a partir de uma perspetiva diferente.
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