Logo

Residências

candidaturas
Grand Bal é uma companhia de dança localizada em Toulon, no sul da França. Há mais de 2 anos, Isabelle Magnin, sua diretora artística, formou um grupo de coreógrafas que vêm de toda a França e vão ao encontro de outras coreógrafas europeias. A iniciativa é financiada pelo projeto europeu Erasmus + Educação de Adultos, e assume a forma de estágios de observação ativa e tempo de formação. O Projeto “Mulheres, coreógrafas, intergeracionais» estende-se até 2027. De « Peer to Peer", 3 gerações de coreógrafas se encontram. No início da carreira ou após um longo percurso, o que os une é a curiosidade, a disponibilidade e o desejo de partilhar práticas artísticas e pedagógicas plurais e inovadoras. Patricia Loubière ( Montpellier), Nadège MacLeay ( Paris), Isabelle Magnin ( Toulon), Magali Revest ( Nice), Marie Tassin ( Paris)
HEDERA Volume I A ideia por trás deste projeto experimental é usar a dança como ferramenta de investigação e redescoberta do património cultural da sua terra. Os bailarinos e bailarinas da companhia da região da Lucânia mergulharam em alguns locais do território onde cresceram, sejam eles as ruelas de um centro histórico, uma aldeia abandonada ou as ruínas de um antigo templo grego. A sua perceção e interpretação dos locais deu inicialmente origem a uma performance de dança improvisada, capturada em documentários em vídeo pelo realizador lucano Angelo Chiacchio, e posteriormente a um espetáculo ao vivo que associa projeções de vídeo e coreografias em cena. O projeto propõe-se a utilizar o património cultural lucano como matéria-prima da criação artística. Os locais foram escolhidos pela sua força simbólica, pela sua capacidade de representar a riqueza e a diversidade da Basilicata. Além disso, o projeto propõe-se a valorizar o percurso e o crescimento pessoal e profissional de bailarinas e bailarinos, nascidos e formados na Basilicata e hoje ativos na cena italiana e internacional. Os intérpretes, de facto, utilizam a sua maturidade artística para redescobrir e contar a sua terra, a sua história e, em última análise, a si próprios. HEDERA já foi apresentado em vários festivais internacionais de dança e cinema, ganhando o prémio de Melhor Filme de Dança no Festival Internacional de Curtas-Metragens de Madrid 2024 (Espanha) e figurando na seleção oficial do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Tóquio (Japão), do Festival Internacional de Cinema Tri-State de Nova Iorque (EUA), do Festival de Cinema de Dança Inspired (Austrália) e do Festival Internacional de Cinema de Dança de Exeter (Reino Unido).
Ensaio e gravação de material de vídeo com finalidade de participação na audição/open call "F*cking Future" de Marco da Silva Ferreira.
Juntei um grupo de investigadores e artistas para pensar e experimentar formas de perceber melhor tudo isto: a Beatriz Cantinho, a Graça P. Corrêa, a Né Barros, o Rui Telmo Gomes, a Joana Craveiro, o Romeu Costa e o António Júlio. O Rui Pina Coelho foi o nosso conselheiro atento. A investigação partiu das seguintes perguntas: será que as ferramentas de criação das artes performativas – as práticas corporais que os actores, bailarinos e performers utilizam para construir espectáculos e que fazem parte do seu treino profissional – podem contribuir para sentir a liberdade e os seus limites? Será que podem ser uma via para qualquer pessoa escutar o seu próprio corpo e reconhecer as influências externas do que sente em cada momento e situação? Consequentemente, será que podem ser úteis como ferramentas da cidadania, para exercermos plenamente o nosso livre arbítrio e participarmos de forma mais consciente na democracia? A residência consistiu no desenvolvimento de um workshop com alunos do balleteatro e, a partir da experiência dos actores Romeu Costa e António Júlio, criou-se uma dramaturgia para dois dias intensivos com exercícios teatrais e de movimento com o objectivo de explorar formas de escuta na relação com os outros. A ideia era criar uma experiência imersiva que pudesse resultar numa maior consciencialização dos limites e condicionamentos da liberdade e do nosso livre arbítrio. Residência Artística em abril de 2025 Projeto coordenado por Ana Pais