Na língua materna, o pensamento flui e as palavras escolhidas refletem esse pensamento. Mas no corpo de um estrangeiro isso não é o caso. Existe uma pausa produtiva entre palavras que é essencial para revelar aquilo que o corpo tem para dizer. Mas para poder ouvir o corpo, é preciso limpar o corpo. Depois, é preciso entrar no corpo. Depois, o corpo grava as faixas e mais tarde, pode-se recolher as faixas do corpo. E assim eu, uma vez, caminhei muito no corpo, ponto final.
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