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Projeções Oficial

Ciclo de Performances de Artistas Emergentes

10 Mar / 21h00
Balleteatro - Coliseu Porto Ageas

Projeções é um ciclo de apresentação de trabalhos de artistas emergentes e futuros criadores. O objetivo é apoiar estes artistas na criação e divulgação dos seus projetos.

 

Beatriz França
Tu que és colo e conflito

Tu que és colo e conflito, cria um espaço para a exploração íntima de um laço intergeracional, onde as realidades e complexidades da relação entre mãe e filhe são confrontadas.
Através da estrutura rítmica e cíclica do House, criamos um processo catártico que desvela camadas de emoções reprimidas e arrependimentos silenciosos, proporcionando a ânsia de reconexão.
Estes dois corpos investigam os limites entre controle e entrega, ecoando uma poderosa linguagem para mediar as tensões e as nuances desta relação.
O pulso contínuo e hipnótico da batida instaura uma sensação de temporalidade cíclica, onde as questões emocionais familiares se repetem incansavelmente. Assim como o ritmo se perpetua, essas dinâmicas atravessam gerações, recriando-se no tempo, sugerindo uma necessidade constante de retorno e aproximação.
Tu, que és colo e conflito, possui uma qualidade meditativa onde cada passo é uma oportunidade para libertar e reimaginar, levando tanto os performers quanto a audiência a repensar as relações interpessoais como um processo fluido e contínuo.
Aqui, o House é facilitado como uma forma de devolver aos corpos – e às relações – a possibilidade de cura, através de um diálogo não-verbal que abraça tanto o conflito quanto a reconciliação.

Coreografia: Beatriz França
Interpretação: Beatriz França, Claudia Castro
Sonoplastia: Rommel Arasa
Apoio à dramaturgia: Piny

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Daniel Pereira e Mariana Lopes
como se começa uma coisa?

Isto é um ensaio performativo sobre o ato de iniciar.
O espectador é surpreendido com um espaço vazio onde nenhum objeto denuncia o acontecimento, um espaço muito desocupado até à entrada da intérprete nele que traz um caixote do lixo que pousa no meio. Do caixote tira um novelo e joga com o atirar ao cesto. Procura uma ideia, acertar na ideia para começar. fixa-se nesse jogo e joga-o múltiplas vezes.
Quando se cansa, desiste.
Troca de roupa e começa outra coisa.
Pendura o novelo e tenta repetidamente procurar outro início, pendurando a toalha que encontra e, sem se aperceber, brinca com as imagens projetadas. O que não sabe é que em seu redor todos os seus inícios já são meios do acontecimento que, sozinho, se auto reclama.
Tudo já acontece.
Aconteceu. 

Atuação: Mariana lopes
Texto: Mariana lopes e Daniel pereira
Vídeo: Daniel pereira
Som: Daniel pereira e Mariana lopes

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Hugo Pereira e Esther Latorre
Alleo

Tudo começa lá em cima, onde pressentimos o que acontece e se regista o alheio do campo e do mar.
Da minha posição apreende-se a verdade; a torre é quente, é laranja.
Os raios de sol fundem-se nas fissuras e estilhaçam-se sob pedras profundamente terrenas.
Essa ardente solidão queima e destrói o privilégio do pressentimento, deixando-nos no abandono perante a eterna imensidão.

Criação e interpretação: Esther Latorre e Hugo Pereira
Música: Collage
Figurino: Jandro Villa

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Inês Afonso
Quase Dito

“Quase Dito” é um solo construído a partir de tudo o que não se diz - ou que não se consegue dizer. Partindo da imagem de uma boca que tenta falar mas falha, o corpo é empurrado para uma viagem de frustração, contenção e desespero. O movimento torna-se o único canal possível para aquilo que a voz não alcança. Esta peça é uma carta por escrever, um corpo na fronteira entre o silêncio e o grito.

Criação e Interpretação: Inês Afonso
Apoio Dramaturgo: Rafael Barreto
Apoio Artístico: Inês Pedruco 
Música: Lucy Gooch
Desenho de luz: Inês Afonso e Pedro Moreira 
Edição musical: Inês Afonso Produção: Inês Afonso

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