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Prenúncio de uma profunda melancolia

Bruno Senune (DDD Out Corpo + Cidade)

5 Mai / 13H
Passeio das Virtudes

 LYRICS,
by Elf on the Shelf

(UNTITLED SONG)

 “I HAVE THIS FEELING OF ABYSM
HIDDEN IN MY EYES
BLUE FIREFLIES
FOGGY, LONELY NIGHTS
AND I RUN, RUN, RUN
FASTER THAN A SILENT VOID
AND I RUN, RUN, GUN
A STUMBLE CRYING VOICE
THEN I MELT, MELT, MELT
SWEET OIL, WILD SOIL
I HAVE THIS FEELING OF ABYSM
HIDDEN IN MY EYES
HIDDEN IN MY EYES
HIDDEN IN THESE SIGHTS
LET IT WASH YOU
LET IT WASH YOU
BY A FAILURE IN THE WIND
LET IT WASH YOU”

 Prenúncio de uma profunda melancolia é um projeto que surge do desejo de chegada a um possível lugar habitável, um refúgio, e paradoxalmente, um possível fim. O limite como regeneração, a paragem e o que esta impulsiona para a vontade de uma nova partida. Um lugar de densidade ininterrupta. O caminho percorrido até a um nada, sítio de coisa nenhuma, uma voz frágil e remota num corpo leve, que me leve. A par desta chegada, surge também a vontade de mergulhar nos conceitos de melancolia, luto, (in)utilidade, isolação, esvaziamento, e como esta atmosfera motora se difunde no espaço urbano público, lugar de velocidade, histeria, produção. Iniciei um percurso de criação de solos em 2016 com Kid As King onde me centrei na construção de uma paisagem frenética, uma bomba iminente, na fronteira do sufoco. O panorama deste primeiro solo levou-me ao imaginário do solo seguinte, A Deriva dos Olhos em 2017, que surge como um pós-êxtase: a lentidão, a impotência, o cansaço, o caminho percorrido até uma possível metamorfose que permita a sobrevivência, e que, por sua vez espoletou o universo de prenúncio de uma profunda melancolia. Caracterizo estes solos como uma viagem que se transcende de momento para momento, em busca de uma linguagem, identidade, rumo.


Bruno Senune
Bruno Senune nasce em Aveiro no ano de 1992. Atualmente vive no Porto. Inicia os seus estudos em dança no Balleteatro Escola Profissional o qual acaba em 2011. Como intérprete trabalhou frequentemente com Né Barros, Tânia Carvalho e Joana von Mayer Trindade, colaborando também pontualmente com Flávio Rodrigues, Joclécio Azevedo, Mariana Tengner Barros, Joana Castro e Victor Hugo Pontes. É bailarino residente da Companhia Ballet Contemporâneo do Norte em 2013/14. Em 2015 cria em colaboração com Flávio Rodrigues o dueto Lonely, estreia inserida na Exposição Sub40, curadoria de José Maia, encontrando-se também em diversas intervenções e partilhas. Como autor cria o solo Kid As King em 2016 com estreia na Mala Voadora (Porto), Festival DDD, criação apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Ainda em 2016 para o Festival Queer Porto 2, desenvolve Malheureux que je Suis, instalação vídeo exibida em Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural. Em 2017 estreia o seu próximo solo, A Deriva dos Olhos, no Festival Circular. Desde 2015 que colabora com Telma João Santos no seu trabalho autoral, documentação, aconselhamento filosófico, olhar interno/externo. Paralelamente trabalha como modelo fotográfico e em aulas de escultura e de figura humana.

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