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Balleteatro no Coliseu

Abertura da Nova Temporada

25 Sep / 21H00
Coliseu Porto Ageas

Para assinalar o início do novo ano letivo, os alunos das turmas de Dança e Teatro do Balleteatro apresentam um espetáculo no Coliseu Porto Ageas que resulta dos laboratórios de criação artística orientados por António Oliveira, Beatriz Valentim, Elisabete Magalhães, Gonçalo Amorim, Pedro Almendra e Raquel Rua.

Gonçalo Amorim com alunos do 2º ano do curso de teatro do Balleteatro Escola Profissional
Título
Comício

Sinopse
A primeira vez que senti que tinha o destino do mundo nas minhas mãos foi no comício.As pessoas, ombro a ombro, ondulavam como as escamas de um bicho enorme que se contorce e ergue sob o efeito poderoso da crença e da esperança.Bandeiras e punhos agitavam as vozes ainda mais alto. As palavras saiam fortes, claras e certeiras. Justas.Algo assombroso estava prestes a acontecer e eu fazia parte.

Raquel Rua com alunos do 2º ano do curso de dança do Balleteatro Escola Profissional
Título
Figuras Frágeis, Figuras Transformáveis

Sinopse
A missanga, todas a veem. Ninguém nota o fio que, em colar vistoso, vai compondo as missangas. Também assim é a voz do poeta: um fio de silêncio, costurando o tempo. (Mia Couto).
Do nada surge um corpo, deste corpo surgem outros, da ligação entre eles nasce um todo e deste todo uma forma. Ao longo da nossa vida tecemos um fio invisível que nos une numa constelação de interações pessoais. Estas constelações são formas vivas e mutáveis, adaptam-se ao espaço, estabelecem uma relação simbiótica com quem lá vive e o seu tempo é indefinido.

Elisabete Magalhães com alunos do 1º ano do curso de dança do Balleteatro Escola Profissional
Título
Variações sobre um corpo

Sinopse
Inspirada por Variações Sobre Um Corpo de Michele Serres, proponho pensar o corpo que permite novas perspetivas sobre ele. Para tal serão utilizadas várias possibilidades de pensar o corpo a partir das suas conexões, nomeadamente o corpo textura, o corpo potência e o corpo narrativa. Não pretendo tratar de uma forma linear e nem excluir qualquer outra forma de abordagem. Pensar o corpo nesta perspetiva traz novas possibilidades de ação e não apenas de reflexão, tendo em conta que a minha proposta não se trata de uma imposição mas antes a tentativa de uma provocação prática para nos incitar não a pensar sobre o corpo, mas a ter, efetivamente um corpo. Não se trata de um “novo corpo”, mas de corpos em construção produzidos em cada proposta e em cada movimento que o conecta. Criar uma nova “politica do corpo”, diria talvez uma política de intimidade, para mim falar em política não significa militância, mas sim numa mudança na forma de lidar com o corpo, uma prática que tenha em atenção os seus afetos, a sua potência e a sua construção. É menos uma posição política e mais um fazer político, de resistência, que não pretende opor-se à ciência nem à sociedade, mas que se coloca no meio, entre, produzindo desvios, conexões raras, invulgares, formas de resistência pela potencialização do corpo. Um corpo como dispositivo de conexão, operando por encontros que surpreende os seus limites e que desafia a sua estabilidade. A visão política vem desses desafios, na medida em que não considera o corpo numa formatação prévia num espaço restringido, ou seja, de não se submeter à lei. O corpo narrativa é este que se constrói num tempo e espaço localizáveis, que leva em consideração os desvios, os benefícios, os relevos do caminho. Uma história nómada, à deriva, que não permanece constante, que se vai estabilizando, criando cenários e paisagens. Assim o corpo não é permanentemente instável, mas mutável, sujeito à transformação e à diferença, sujeito a misturas, fluidos e subversões de fronteiras.
O não reconhecimento de um corpo como seu realça a importância de mostrar o quanto a constituição do sujeito passa pelo corpo: não por esse corpo “dado”, mas por um corpo que se constrói, muito mais que um corpo “conhecido” pelo pensamento.

Pedro Almendra com alunos do 1º ano do curso de teatro do Balleteatro Escola Profissional
Título
Não sei se vou dormir com um sorriso

Sinopse
Baseado em factos. Horríficos… ou não.
De quem são, as vozes dos meus sonhos? Posso acordar? É realidade ou um Matrix? Não sabemos nunca qual é o ponto de partida, o começo de algo não palpável. Apercebemo-nos que está a acontecer e não queremos saber do fim…ou não nos interessa… Temos medo…?
Este exercício,
é sobre sonhar
é sobre viver
é sobre nada
é sobre tudo.
Sobre tudo,
é sobre nós.

Beatriz Valentim com alunos do 3º ano do curso de dança do Balleteatro Escola Profissional
Título
Help me with my cry

Sinopse
A partir de um poema de Nico, My heart is empty, esta coreografia desenvolve-se a partir do movimento sufocante dos corpos. Help me with my cry é um manifesto de dor, tensão e revolta, que surge de um imaginário frio, geométrico e silencioso. Parte de um desejo de fuga ordenada, obrigatória a quem habita este lugar incómodo de solidão.

António Oliveira com alunos do 3º ano do curso de teatro do Balleteatro Escola Profissional
Título
Border

Sinopse
O material cénico exposto nesta performance, resulta de uma exploração sobre o conceito de fronteira.
A dimensão geográfica e política é inevitável, mas metaforicamente pretendemos ir mais além... Queremos que o significado de fronteira transcenda ao imaginário, e que esta metáfora carregue em si outros códigos, outros significados, outras emoções presentes na nossa existência ao longo dos anos, tais como questões, etimológicas, identitárias, espirituais, literárias, entre outras. A fronteira separa e simultaneamente une povos distintos. Misturas culturais acontecem, criando uma cultura transfronteiriça, carregada de símbolos e de liberdade.


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