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woman projecting images with a light box

Mnemónica

Plataforma de coordenação e edição de conteúdos produzidos para documentação e reflexão crítica.
A constituição deste espaço digital propõe-se como uma expansão discursiva dos nossos ciclos de curadoria e projetos de artistas residentes e associados, organizando e difundindo processos mnemónicos, privilegiando a heterogeneidade e multidimensionalidade do pensar contemporâneo através de contributos por teóricos, artistas, estudantes e públicos.

Projeções é um ciclo de apresentação de trabalhos de artistas emergentes e futuros criadores.
O objetivo é apoiar estes artistas na criação e divulgação dos seus projetos.

   Wop!
   Wandré Gouveia

   ODI ET AMO
   Aleksandra Demina

   A Rose is a Rose is a Round
   Maria Carrasco

   Nácar
   Bruno Senune (Artista convidado)
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Integrado num festival internacional de cinema sobre arquivo, memória e etnografia, o Family Film Project, este evento pretende desafiar artistas e teóricos a explorarem a performatividade a partir de material ou conceitos de arquivo pessoal ou de terceiros. À medida que as intimidades e familiaridades são problematizadas, projetam-se possibilidades criativas que cruzam disciplinas e fronteiras, reforçando, dentro do evento-festival, a ténue linha entre a vida real e a ficção. O arquivo não é criado por um sujeito de conhecimento, mas sim nas múltiplas teias entre práticas culturais, sociais, políticas, económicas, subjetivas e históricas. O arquivo também informa sobre essa transformação, e os modelos adotados, uma vez identificados, adicionam mais significado. Narrativa e ficção entrelaçam-se porque a trama é densa e resiste à leitura. Ao mesmo tempo que a performance afirma a sua radical efemeridade, cresce a demanda por documentar e arquivar as suas práticas em nome da pesquisa e historiografia da performance. A Private Collection questionará, no entanto, a relação da performance com o arquivo. Esta relação pode incluir o papel da performance na cultura do arquivo e o papel do arquivo nas conceptualizações da performance; o futuro da performance e do arquivo na era digital; o papel do documento na pesquisa sobre performance; e as práticas de arquivos de performers.

 

Créditos da imagem: Carolina Ribeiro

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Corpo + Cidade nasceu em 2014, ano em que o balleteatro foi habitar o 5.o piso do edifício Axa. Ao longo dos anos, como parte integrante do seu projeto, o Balleteatro produziu ciclos e festivais que contribuíram para a divulgação e partilha de projetos que inscreviam a contemporaneidade. Corpo + Cidade surge nesse pulsar da vida e da arte que pode atravessar o quotidiano. No edifício Axa — com vista para a Avenida dos Aliados, o chamado coração da cidade — emergiu, portanto, a vontade de refletir essa cidade, de a contaminar artisticamente, projetando corpos dançantes e fazedores de imagens, apagando a linha que separa o público e o performer. 

Créditos da Imagem: Susana Neves 

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Esta peça em tom de coreodrama, retoma o corpo como e na paisagem, algo que percorre muito do meu trabalho, para convocar imagens limite e radicais sobre um futuro previsível de catástrofe. É, também, a paisagem no limite da sua transformação que nos interessa, em particular, no radical das catástrofes e do apocalítico. Em Lastro (2015), sob um céu estranho, os corpos iam ocupando um lugar gerando a sua rotina e as suas ligações. Nessa peça coreográfica, os movimentos dos corpos juntamente com o dispositivo cénico, criavam o lugar teatral: um lugar em mudança, um lugar que é feito de memória. Em Esta hora de espanto algumas destas noções voltam a ser materializadas através do corpo e do texto, uma ficção escrita por Tiago Mesquita Carvalho. A partir das imagens das catástrofes, retomam-se as questões do corpo e dos seus limites, da figuração e desfiguração na dança. O medo, uma vã compreensão das coisas, a imprevisibilidade, a radicalidade das catástrofes, pairam neste conto onde os personagens se vão revelando e destruindo.

Né Barros

   

Créditos da Imagem: José Caldeira 

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Extemporânea é um projeto organizado pelo Balleteatro, com curadoria colaborativa de Flávio Rodrigues, Isabel Barros, Jorge Gonçalves e Né Barros. A terceira edição de Extemporânea ocorreu no dia 5 de Julho de 2025 com uma ocupação temporária de várias áreas comerciais no Centro Comercial de Cedofeita. A heterogeneidade e marginalidade presentes neste centro comercial, indiciam as mudanças de paradigma do comércio a retalho no tecido urbano da cidade do Porto, e perfazem aqui, uma série de dinâmicas socioeconómicas que configuram diferentes escalas de proximidade dos modos de receção e exposição de propostas artísticas. Anna Effe, Beatriz Albuquerque, Cristina Mateus, Júlio Cerdeira e José Alberto Gomes são os artistas convidados para a conceção de ativações performativas e instalações para várias lojas, galerias, vitrines e expositores, em que equacionam a transparência e materialidade destes dispositivos de exposição comercial à sua condição especulativa e de transação do valor do trabalho artístico.

 

Créditos da Imagem: Susana Neves 

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