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corpo + cidade

DDD OUT
Corpo + Cidade

CORPO + CIDADE é um Festival criado em 2014 no ano em que o balleteatro foi habitar o 5º andar do Edifício AXA a convite da Porto Lazer/Câmara Municipal do Porto. O olhar diário sobre a cidade, a partir dessa nova casa, impulsionou a criação de um Festival para o espaço público. CORPO + CIDADE tem como conceito a reinvenção da cidade, possibilitando novas experiências urbanas, cruzando a dança contemporânea, a dança urbana, a performance, o circo e as artes plásticas.

Desde 2016, CORPO + CIDADE integra a programação do Festival DDD – Dias Da Dança, participando dessa forma num momento de forte celebração da Dança e artes performativas, em três cidades: Porto, Matosinhos e Gaia.

Isabel Barros

MEDIATED MOTION / LAND PROJECT • DANIEL PINHEIRO COM LISA PARRA
SEX. 26 ABR / 18H | CASA DA ARQUITETURA (PÁTIO), MATOSINHOS

Continuando o trabalho e a prática desenvolvida em LAND PROJECT*, Daniel Pinheiro (Portugal) e Lisa Parra (EUA), investigam as dinâmicas e as metodologias que lhes permite um movimento em conjunto, à distância. Ao movimentarmo-nos de acordo com o que nos rodeia, este encontro explora a possibilidade de unir espaços remotos num movimento dualmente singular onde, através da rede (Internet), uma forma específica de ‘mover’ e ‘posicionar’ emerge. 

*LAND PROJECT é um projeto colaborativo entre a coreógrafa e bailarina Lisa Parra e Daniel Pinheiro com o objetivo de encontrar e desenvolver métodos de pesquisa performativa recorrendo às tecnologias da comunicação facilitadas através da Internet.


ÁRVORES • CLARICE LIMA

SÁB. 27 ABR / 16H | CAIS DE GAIA (EM FRENTE AO TELEFÉRICO)
DOM. 28 ABR / 16H | CAIS DE MATOSINHOS 
SEG. 29 ABR / 13H | PRAÇA D. JOÃO I 

Árvores [2010] é um exercício do desejo de permanência, invertendo o espaço e questionando o tempo. Até quando o corpo aguenta? O trabalho surge como desejo de enraizamento na cidade, onde pessoas vestidas com o mesmo figurino habitam em espaços de passagens. Ali, contrapõem-se ao fluxo de movimento, permanecem de cabeça pra baixo até o corpo não aguentar mais e cair. A proposta de realizar a performance Árvores em diferentes cidades pretende ampliar a discussão sobre a permanência, ao possibilitar que os artistas locais deixem rastros, não só na paisagem urbana da cidade, mas também nos seus próprios corpos. Árvores interroga as maneiras possíveis para o corpo resistir, continuar, seguir em potência.

 

A TERRA VAI VESTINDO ROUPAS PRETAS//PLACES OF COMFORT III • MARIANA AMORIM
SEX. 3 MAI / 18H | CONVENTO CORPUS CHRISTI, GAIA

Em A terra vai vestindo roupas pretas pretende-se reflectir sobre o estado actual que vivemos. Mudanças galopantes que nos parecem um retrocesso vão emergindo. Mudanças que já deveriam ter ocorrido são adiadas eternamente. Será que o lugar confortável de hoje (2019) é centrado mais na busca pelo colectivo? No sentido do colectivo? Na defesa do colectivo através do individual? Na defesa individual pelo colectivo?  A terra vai vestindo roupas pretas insere-se no projecto de pesquisa Places of Comfort . O projecto Places of Comfort (https://placesofcomfort.jimdo.com ) foi iniciado em 2011, e faz parte de um processo de pesquisa e questionamento focado no lugar, na identidade e na memória. Foi feito um arquivo fotográfico (todas as fotografias tiradas analogicamente) dos mesmos assim como uma listagem de acções que lhes são inerentes. O processo iniciou-se com a ideia de que haveria lugares específicos, onde cada um de nós se sentiria num equilíbrio perfeito, consigo e com o espaço em volta - os lugares confortáveis. O que seriam estes lugares? Seriam iguais para todos? Os meus seriam quais? Seria possível construir um deles?


IRMÃ • SARA MARQUES

SÁB. 4 MAI / 13H | JARDIM DO MORRO, GAIA 

[IRMÃ] cai no campo dos relacionamentos, o seu impacto na vida pessoal e como estes nos ensinam a enfrentar lutas e a criar reconciliações. Conhecemos outros seres e fazemos novas conexões diariamente, mas apenas algumas delas se tornam vínculos significativos e duradouros. Mas como conseguimos que isso aconteça? O que é preciso para nos aproximarmos de alguém? E, finalmente, o que isso significa? Partindo destas questões e tirando partido da nossa experiência partilhada, em [IRMÃ] considerámos a dinâmica que ocorre quando construímos relações próximas e como estas pessoas afectam a nossa percepção de nós mesmos e do ambiente circundante. Através de uma linguagem de movimento atlético, este dueto retrata momentos de curiosidade e abertura, incompreensão e frustração, ternura e conflito, vulnerabilidade e apoio. [IRMÃ] explora o processo em constante mudança de proteger o equilíbrio entre esses elementos, encontrando um terreno seguro onde a partilha e o crescimento são possíveis.


PRENÚNCIO DE UMA PROFUNDA MELANCOLIA • BRUNO SENUNE

DOM. 5 MAI / 13H | PASSEIO DAS VIRTUDES

Prenúncio de uma profunda melancolia é um projeto que surge do desejo de chegada a um possível lugar habitável, um refúgio, e paradoxalmente, um possível fim. O limite como regeneração, a paragem e o que esta impulsiona para a vontade de uma nova partida. Um lugar de densidade ininterrupta. O caminho percorrido até a um nada, sítio de coisa nenhuma, uma voz frágil e remota num corpo leve, que me leve. A par desta chegada, surge também a vontade de mergulhar nos conceitos de melancolia, luto, (in)utilidade, isolação, esvaziamento, e como esta atmosfera motora se difunde no espaço urbano público, lugar de velocidade, histeria, produção. Iniciei um percurso de criação de solos em 2016 com Kid As King onde me centrei na construção de uma paisagem frenética, uma bomba iminente, na fronteira do sufoco. O panorama deste primeiro solo levou-me ao imaginário do solo seguinte, A Deriva dos Olhos em 2017, que surge como um pós-êxtase: a lentidão, a impotência, o cansaço, o caminho percorrido até uma possível metamorfose que permita a sobrevivência, e que, por sua vez espoletou o universo de prenúncio de uma profunda melancolia. Caracterizo estes solos como uma viagem que se transcende de momento para momento, em busca de uma linguagem, identidade, rumo.


TRANSGRESSÕES • MARIA BELO COSTA CARLOS ZÍNGARO

SEX. 10 MAI / 13H | CASA DO INFANTE 

TRANSGRESSÕES reúne 3 artistas – Carlos “Zíngaro”, Maria Belo Costa e Play Bleu - de áreas distintas - a música, a performance e o vídeo – num processo de pesquisa e criação artística de natureza site-speci¬c e work in progress. Este trabalho convoca questões relativas ao conceito de Transgressão e relaciona-as com o fazer artístico e com o modo como o corpo, a música e o som habitam um espaço específico. Que encontros e desencontros se estabelecem com as nossas experiências anteriores? Que novos enquadramentos performativos se impõem? Que renovados olhares sobre um lugar podem o movimento, a música e o vídeo fazer surgir para quem o vive quotidianamente? Conseguiremos persistir nas nossas linguagens e comunicar com o meio, o espaço e os seus habitantes ou teremos de as transgredir? Considerando a dimensão social, arquitectónica e paisagística, o corpo e a música tornam-se uma continuidade do lugar, da paisagem e das suas pessoas ao mesmo tempo que rompem e questionam as realidades materiais e imateriais com que os artistas se deparam. Através da criação de uma experiencia única e singular de percepção do espaço, em cada lugar pratica-se uma nova TRANSGRESSÃO. Num processo de acumulação, trabalha-se com as memórias dos lugares já habitados, que são transformadas e postas em perspectiva a cada nova experiência.


DO SILÊNCIO DA PRAÇA AVISTA-SE O NOSSO TERRAÇO DE NUVENS • ISABEL BARROS & VÍTOR RUA 

SÁB. 11 MAI / 13H | PRAÇA D. JOAO I

Do silêncio da praça avista-se o nosso terraço de nuvens, é uma criação para a praça D.João I, lugar de passagem e espécie de palco onde é possível inventar imagens extraordinárias, em cenários que não existem. Do silêncio da praça, fala de cada um de nós enquanto drama minúsculo, que em espaço público se pode confundir com todos outros dramas minúsculos. O nosso terraço é o mesmo, isso nos torna semelhantes. Do silêncio da praça avista-se o nosso terraço de nuvens, será mais um momento da viagem cúmplice dos artistas e grandes amigos Isabel & Vítor.

Direção artística – Isabel Barros

Programação – Isabel Barros & Flávio Rodrigues

Coordenação de Produção – Lucinda Gomes

Assistente de produção – Lúcia Ribeiro

Direção Técnica – Alberto Lopes

Comunicação e Imprensa – Sandra Mesquita

Financeiro – José Paulo Sousa

Produção – Balleteatro